O Acordo de Paris e Donald Trump

A saída dos EUA do Acordo de Paris pode até ser contra a tal da “agenda globalista”, como alguns defendem. Pode ser qualquer coisa, um engôdo aos EUA, que seja.

Porém, façam um pequeno comparativo entre a emissão de #CO2 feita por um carro a gasolina; um ônibus a diesel e um trem elétrico, todos pelo número de passageiros transportados. Pois é.

O modo que é fabricado o carro elétrico não é a questão. É como nos deslocamos dentro das cidades e entre cidades.

No próprio setor de cargas, a indústria ferroviária estuda há anos novas tecnologias para uma menor emissão e consumo de diesel das locomotivas. A própria Vale, se não me falha a memória, tem um projeto de locomotivas movidas a biodiesel e talvez etanol.

Tanto a matriz energética dos EUA como da Europa não é limpa como a nossa. Os europeus estão há anos luz de nós e dos EUA, com seus trens de alta velocidade, regionais, de superfície, metrôs e VLT todos interligados, de uma maneira que a população opte pelo transporte público em primeiro lugar e o transporte individual em último.

Algumas cidades, como Madri, estão limitando o número de carros, oferecendo em troca a pontualidade e oferta ferroviária, com a opção do uso de bicicletas.

Por trás da desfeita do acordo de Paris, está o lobby da indústria automobilística. Não é a toa que Donald Trump fez acordos com a Ford, Fiat-Chrysler e outras companhias. Vai gerar empregos? Sim, vai. Mas para o planeta, fabricar mais carros e colocá-los nas ruas não é benéfico.